Fichamento do texto de Ferreira Gullar - Teoria do Não-objeto
GULLAR, Ferreira. Teoria do Não-objeto. 1959. Reeditado em 1977. Rio de Janeiro.
O texto tem como tema central a superação da arte concreta e da objetividade racionalista por meio da criação do “não-objeto”, uma nova forma de arte que junta experiência sensorial e mental, deixando de lado a separação entre sujeito e objeto. Além disso, é apontado que a pintura figurativa perde sentido com os impressionistas e cubistas, que dissolvem o objeto representado. A arte caminha para uma nova estrutura, onde o objeto deixa de ser representado e passa a ser vivenciado. Isso é evidenciado no texto a partir do convite do autor de repensarmos o que entendemos por arte, pois o objetivo desse conceito que está sendo apresentado é a ruptura com a lógica racional e geométrica da arte concreta para abrir espaço a uma experiência estética viva, sensorial e existencial. O “não-objeto” não é uma negação, mas uma superação: uma presença que não representa nada fora de si, mas que se dá diretamente à percepção, exigindo do espectador uma participação ativa e sensível. Gullar não escreve apenas uma teoria — ele constrói um manifesto poético que desfaz fronteiras entre arte e vida, entre forma e sentido, entre sujeito e objeto, revelando que o verdadeiro encontro com a obra se dá no instante em que ela nos interpela como corpo, espaço e acontecimento.
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